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Sexta-feira, 22 DE Novembro DE 2013

Beethoven

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publicado por pimentaeouro às 16:22
Segunda-feira, 18 DE Novembro DE 2013

Lágrimas

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publicado por pimentaeouro às 23:41
Sábado, 16 DE Novembro DE 2013

Queremos o impossível



Queremos amar e ser amados até ao fim da vida. Poucos casais se amam durante toda a vida. Em muitos casos o que mantêm a união é uma amizade e solidariedade que se consolidou durante anos.

Quando começamos a amar não pensamos quando o amor irá acabar, parece-mos eterno: precisamos do sonho e da ilusão para que o amor não desapareça ào primeiro obstaculo.

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publicado por pimentaeouro às 15:10
Quarta-feira, 13 DE Novembro DE 2013

Reencontro

Este post foi editado em "pimentaeouro" mas o seu lugar é neste recanto da minha memória.

 

 

 

Não me esqueces-te, João? Não, como poderia esquecer-te, Julieta? Como poderia esquecer um amor interrompido contra a nossa vontade?

 

Como poderia esquecer a brutalidade daquela imposição contra a vontade de dois jovens que se amavam e que pôs o teu coração a sangrar? Se alguma vez na vida temos direito ao amor é na juventude quando tudo acontece, em pureza e com encanto, pela primeira vez.

 

Eras maior de idade tinhas o direito de viver com quem quisesses, mesmo que fosse um pé rapado como eu, mas naquela época distante pater famílias é que mandava e decidia.

 

Não quero que a última imagem que guardo de ti seja aquele choro compulsivo, como nunca tinha visto na minha vida. Foi com aquele choro que aprendi a chorar.

 

Porque demoraste tantos anos, João? Esperei-te tanto tempo e nunca aparecias. Foi outro erro meu, Julieta. Estavas guarda nos labirintos da minha memória e assaltava-me a dúvida se desejarias voltar a ver-me. Até que rompi as minha hesitações e decidi procurar-te, o desejo de voltar a ver-te era irreprimível.

 

Foste viver para Londres (?),  exílio da tua família, amas-te outro homem e regressas-te casada para o teu segundo exílio, algures num recanto da serra de Sintra, a Sintra que te viu crescer menina e que amavas e amas.

 

Aqui, no seio da Serra, foges ao convívio social – uma senhora muito reservada, disseram-me antes de vir procurar-te. Compreendo esse teu isolamento e reserva: é a marca do sofrimento.

 

Conservamos longamente sobre o passado,  quando as nossas vidas se cruzaram num  namoro fugás. Nas tuas frequentes perguntas, não procuravas decifrar o homem que eu era, se era rico ou pobre, mas  como me comportava, como reagia, querias conhecer a personalidade do homem que escolhes-te para companheiro e pai dos teus filhos. 

 

As nossas vidas já foram vividas, separados um do outro, agora somos cinzas de uma lareira quase apagada.

 

Começa a escurecer, não tarda é noite. Tenho de regressar, as estradas da serra são muito sinuosas e escuras. Despedimo-nos num longo agraço, os nossos corpos uniram-se pela primeira vez, sinto o teu coração palpitar acelerado. Dou-te um beijo na testa e reparo que estás a chorar, carinhosamente enxugo o teu rosto, choro também e no brilho dos teus ohos leio que este nosso choro é de alegria.

 

Regresso feliz, muito feliz, o reencontro aconteceu e a partir de agora a tua imagem, dentro de mim, já não é triste.

 

 

publicado por pimentaeouro às 21:24
Segunda-feira, 11 DE Novembro DE 2013

Pensando en ti

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publicado por pimentaeouro às 00:21
Segunda-feira, 11 DE Novembro DE 2013

Três flagelos

Ao contrário do que se pensa, a velhice carrega às costas com três flagelos: a doença, a miséria e a solidão.

Este é o quadro de cerca de milhão e meio de velhos, a grande maioria. A imagem do velho ou velha saudável, bem disposto, com uma boa reforma e que brinca com os netos pertence a uma reduzida minoria.

Sinto que a doença vai fazendo o seu caminho insidiosamente, em silêncio. A recidiva bioquimica do concro da prostata não dói mas pode matar, a nevralgia do trigémio não mata mas as suas dores são pavorosas, quando surge uma crise fico completmente bloqueado e a degeneração da mácula também não doi mas diminui a visão e pode diminui-la até à cegueira. A medicação para a nevralgia do trigémio afecta o cérebro.

Até onde a consciência resite à degradação do corpo?

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publicado por pimentaeouro às 00:06
Sábado, 09 DE Novembro DE 2013

Recordando

 

 


Diz um ditado popular que não devemos voltar ao lugar onde fomos felizes. Espera-nos a decepção. O mesmo se diga das  pessoas, quando as reencontramos são outras tal como nós: o tempo muda tudo; ruas, paisagens, gerações, hábitos sociais, etc.

Apesar de saber que é assim, de ter plena consciência disto, persigo a quimera de reencontrar -te Foste o meu primeiro amor, tardio, e guardo de ti uma imagem especial.

 Raramente duas pessoas recordam o mesmo acontecimento da mesma maneira, com os mesmos detalhes, as mesmas emoções, a mesma saudade: é o que me espera desse reencontro caso, pouco provável, aconteça. Tu podes ter uma recordação pouco agradável de mim e tem razões para isso.

Os sentimentos dominam-nos, transcende-nos e quando tomamos consciência disso, quando a razão fala com o coração, já está tudo consumado, para o bem ou para o mal.


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publicado por pimentaeouro às 22:48

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