Nada

Dentro de dez, quinze anos no máximo, não restará nenhum vestígio da minha passagem pelo planeta.

Não é coisa que me preocupe ou entristeça: a morte do individuo é a continuidade da espécie e a minha não poderá ser diferente. Poderia ter aprendido mais com a vida, poderia ter vivido melhor, ter amado mais, mas nada disso conta.

A vida não tem qualquer sentido, existimos apenas brevíssimos instantes. Se a minha consciência, pessoal e colectiva iluminou em parte a minha vida não sei explicar porque isso aconteceu: certamente por qualquer acaso em que a vida é fértil.

Aparentemente é um final trágico, mas não há outro, somos apenas nada.

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publicado por pimentaeouro às 19:16