Velhos

 

 

 

Velhos são os trapos e os humanos também: envelhecemos e morremos para que a espécie possa sobreviver, até um dia.

Como consideramos o envelhecimento coisa que acontece algures no futuro, criamos mitos acerca dele.

Quando me reformei também tinha alguns mitos que o envelhecimento foi desmontando. A imagem do reformado risonho, saudável a brincar com os netos corresponde a uma minoria de contemplados.

Todos conhecemos os sinais exteriores da velhice: pele enrugada, músculos flácidos, articulações enferrujadas, distracções, perda de memória, etc., mas as transformações mais profundas e que, em parte, originam aquelas escapam-nos; alterações hormonais – principalmente nas mulheres – e do metabolismo. No velhice são fundamentais dois bens preciosos: saúde e ginastica mental, parar a cabeça é pior do que parar exercícios físicos.

O humor, a diminuição da vontade e da energia, passam por aqui. A memória também se altera, diminui a memória de curto prazo e aumenta, de forma significativa a memória de longo prazo. Não mudamos de “ser”, mudamos de personalidade e alguns traços de carácter, bons ou maus, tornam-se mais evidentes.

Ninguém envelhece de forma igual à dos outros, existem ritmos de envelhecimento e formas diferentes de aceitar as derradeiras mudanças. De tudo o que consegui resumir tiro uma conclusão, não é romântico envelhecer.   

 

publicado por pimentaeouro às 21:36