Eu e a velhice

 

 

Lentamente mas com persistência a velhice apodera-se de mim. Mais velho mais limtado: a energia, a vontade de viver e a esperança esmorecem.

A vida vai ficando distante, tudo o que era importante diminui de significado, tudo vai ficando mais longínquo: o Algarve da minha infância, Setúbal da minha adolescência, Torres Novas da minha mocidade, terra que adoptei como minha, e a minha errância até chegar aqui.

À medida que envelhecemos, modificamo-nos, ou melhor, o corpo deforma-se, a imagem que o espelho me devolve é de outro eu que mal conheço, ou não quero reconhecer.

Fica para trás uma vida banal com solidão em excesso. É tudo e foi tão pouco.

 

 

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publicado por pimentaeouro às 21:54