O passado nunca volta

 

Devo ser feito de uma mistura de genes de longa douração e de outros avariados. Surpreende-me como cheguei aos 80 anos com saúde débil e fadiga que nunca me abandomaram.

Passividade e inqueitação foram os dois polos permanentes na minha vida; um vida tecida de contradições, de oportunidades perdidas, mais espectador do que acontecia à minha volta do que actor.

Vivo dividido entre presente e as recordações do passado longinquo com mais de sessenta anos. A idade e o pesadelo que me rodeiam empurram-me para a mocidade.

Neste passado longinquo destacam-se dois insucessos amorosos que doeram e marcaram a minha vida: Fernanda e Julieta que ficaram gravadas na minha memória.

Sinto uma vontade irreprimivel de voltar a vê-las como se ainda fossemos jovens.

 

 

 

 

tags:
publicado por pimentaeouro às 12:46