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Quarta-feira, 24 DE Fevereiro DE 2016

Lembras-te Julieta?

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publicado por pimentaeouro às 20:19
Sexta-feira, 19 DE Dezembro DE 2014

Outros tempos 2

 

Correr atrás do passado é correr atrás do vento, jamais o alcançaremos. Os acontecimentos que vivemos outrora foram apagados pelo Tempo e uma parte das pessoas que recordamos já morrerem.

Todavia apesar de quase tudo ter desaparecido ou mudado (casas, ruas, paisagens) a nossa memória «reconstrói» parcelas aleatórias do nosso passado e sentimos, de novo, emoções com essas recordações.

É como estar a ver episódios de um filme rodado há quarenta ou cinquenta anos. Os actores já morreram, a sala já não existe, mas vimos a projecção da sua imagem e voltamos a emocionar-nos.

A nossa memória desencadeia emoções, como qualquer acontecimento externo do presente: apanhamos por breves momentos o vento.

A memória traz-nos alegrias ou sofrimentos, raramente o que é irrelevante ou não nos afectou emocionalmente. Amizades, familiares, amores, êxitos, fracassos, inimizades, etc.

A memória é muito caprichosa e ainda não sabemos bem como funciona, ela e a sua prima esquecimento. A «Idade de Ouro», a «minha época» é considerar o passado como melhor do que o presente. O saudosismo (entre nós Sebastianismo) também remete para uma época melhor do que o presente.

A memória é uma espécie de disco rígido avariado da nossa história de vida. Ela regista fragmentos isolados, bons ou maus, da nossa vida.

Se tivemos uma infância e uma adolescência felizes, a memória não recordará tristezas, pelo contrário, se aquelas duas épocas da nossa vida foram difíceis, a memória não poderá recordar felicidades.

A memória é também subjectividade, muita, dentro de um ser subjectivo; é preciso cuidado com ela.

O homem é subjectivo por natureza e pela sua secunda natureza, a sociedade que ele próprio criou mas  necessita de objectividade e de certezas para que o seu dia a dia e a relações com os outros não sejam caóticos. Sem objectividade a nossa vida quotidiana seria impossível, nem sequer haveria horários de comboios, mas é na ciência que ele realiza a sua procura da objectividade.

Os meus problemas de memória – falta de memória – remontam à minha infância e uma parte importante da minha vida não existe nela é como se não tivesse vivido. Para eu tudo não seja negativo a  memória apaga-me muitas tristezas, que apenas existem como um nevoeiro.

 

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publicado por pimentaeouro às 23:36
Quinta-feira, 26 DE Junho DE 2014

Nomadismo

 

 

Milhares de anos de vida nómada devem ter deixado marcas fundas nos nossos genes: a sedentarização aconteceu ontem.

Fui um seminómada, cá dentro, sem dama à minha espera, Santo Graal para demandar e escudeiro para me ajudar. Parecido com D. Quixote apenas na altura e na magreza.

Frugal como convém a qualquer cavaleiro, não realizei proezas, nem criei raízes, apenas ficaram bons amigos nos vários locais por onde passei.

Cada encruzilhada levava-me a novos caminhos sem desígnios, apenas estadias transitórias, uma vida errante e os  erros subejaram.

As peregrinações ensinaram-me a cultivar o silencia e a procurar o que está depois das aparências.

Não parto amargo, nem desiludido, foi assim que vivi, nada mais.

 

 

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publicado por pimentaeouro às 21:14
Domingo, 09 DE Março DE 2014

Recuperar a memória

 

 

Mais de metade da minha vida foi apagada na minha memória: é assim desde que me conheço. Esta doença indolor é trágica, foi contraída na infância e rouba-me uma grande parte da minha  vida.

Como nos conhecemos Fernanda?

Em que data da década de cinquenta, quantos anos tinhas? 

Entre o conhecimento e o namoro o tempo foi curto?

Sendo praticamente um desconhecido e um pé rapado, porque fui escolhido? (talvez não devesse fazer esta pergunta porque a química do amor é quântica).

E agora a dúvida que me atormenta, porque aquele tudo ou nada, pegar ou largar? (para mal dos meus pegados não soube tornear o problema. Foi um dos maiores erros da minha vida.)

A segunda vida dos velhos é recordar a mocidade e eu só tenho fragmentos dela.

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publicado por pimentaeouro às 22:08
Sexta-feira, 07 DE Março DE 2014

Os que partiram

 

 

 

Em primeiro lugar Ana Maria Alves, intelectual brilhante, com obra publicada sobre o Movimento Operário, foi dissidente do PCP uns anos antes das vagas de dissidência arrastadas com a queda do Muro de Berlim: morreu precocemente com cancro.

Poucos anos depois seguiu-se o marido, António Manso Pinheiro, editor (Editorial Estampa); António Graça, herói anónimo de Abril; Victor Branco meu colega de trabalho, na Distribuidora de Livros Expresso; Manuel Candeias, meu colega de trabalho na CGTP-IN, viveu infeliz e morreu, cedo também, infeliz; Barros de Moura, muito inteligente, um cavalheiro no trato pessoal, deputado do PS e eurodeputado pelo mesmo partido, excluído do PS por não dar cobertura aos esquemas de Fátima Felgueiras; Caiano Pereira, colega nas lides sindicais, afável e amigo sincero, exilou-se e morreu em circunstâncias anormais em Moçambique; Fernando Canais Rocha, amigo sincero de muitos anos em Torres Novas.

Para mim foi um privilégio contar com a amisade e estima destes amigos, fui crescendo como homem na sua companhia. Esta é a homenagem que lhes devo há muito tempo.

Também a minha hora chegará, dentro em breve, e partirei para a estrela onde me aguardam.

publicado por pimentaeouro às 18:54
Terça-feira, 04 DE Março DE 2014

Castelo de Torres Novas

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publicado por pimentaeouro às 19:55
Sexta-feira, 31 DE Maio DE 2013

Amizade

Conhecemo-nos nos anos 50 em Torres Novas. Trabalhava numa fábrica e frequentava a tertúlia que me acolheu.  O António Graça era inteligente, discreto, bom conversador e acima de tudo um amigo leal.  

Não me lembro exactamente quando deixou de aparecer na tertulia: ingressou na clandestinidade ao serviço do PCP.

Voltamos a encontrar-nos em Lisboa no inicio dos anos 80 e a amizade foi rapidamente restabelecida, voltamos ao nosso convívio habitual.. Frequentava a minha casa e vivemos serões memoráveis de convívio alegre.

Quando se deu o 25 de Abril estava preso em Caxias e pertencia ao grupo dos presos mais torturados: uma dedicação ao PCP sem reservas.

Abril trouce-lhe uma vida atribulada e, ironicamente, viveu anos difíceis: tornou-se critico da direcção do PCP e não tardou a ser expulso. Uma, entre as muitas injustiças do chamado «colectivo» .

António Graça foi funcionário do PCP, entrou na clandestinidade, dedicou a sua vida à causa do PCP e foi mais além, doou ao PCP os poucos bens que possuía: a recompensa foi a expulsão e o ostracismo.

Amigos que o conheciam arranjaram-lhe emprego para poder sobreviver.

Faleceu permaturamente.

Tenho imensa saudade do seu convívio e da sua amizade que admirava. 


publicado por pimentaeouro às 00:56
Quarta-feira, 15 DE Maio DE 2013

Torres Novas na História

 
 
CRONOLOGIA DE TORRES NOVAS SÉC. XII-XIX  
  
 

SÉCULO XII
1148
 – Conquista de Torres Novas aos árabes. D. Afonso Henriques manda edificar a ermida de Santiago no local onde acampara com a sua hoste antes da reconquista do castelo. Anos mais tarde, D. Sancho I manda construir, sob a mesma invocação, a igreja que ainda ali existe embora modificada.

1176 – Fundação da Confraria de Fungalvaz.

1179 – No seu testamento, D. Afonso Henriques deixa dinheiro destinado aos pobres de Torres Novas.

1184
D. Afonso Henriques esteve em Torres Novas e mandou reconstruir a fortaleza. Em Junho – Cerco de Torres Novas pelo Miramulim de Marrocos, cujo exército acampou no sítio do Arraial.

1190 
Primavera – destruição de Torres Novas por uma expedição almóada; 

22 de Agosto – tropas do Infante D. Afonso, filho de D. Sancho I,  conquistam definitivamente Torres Novas; 
1 de Outubro  – D. Sancho I concede carta de foral a Torres Novas, fundando o Concelho.


SÉCULO XIII
1212
  – 1de Novembro – Fundação da Confraria dos Lavradores de Torres Novas (na vila), e, no termo, fundação das confrarias de Alcorochel, Alqueidão, Lapas, Ribeira Branca e Marruas.

1267   – 25 de Fevereiro – Carta de doação da vila de Torres Novas à rainha D. Beatriz de Gusmão.

1273  – 2 de Janeiro – Por carta régia de D. Afonso III, é criada a Feira de Torres Novas.

1277   – 28 de Junho – Concessão à rainha D. Beatriz do padroado das igrejas das vilas doadas em 1267; Concessão à rainha D. Beatriz da alcaidaria-mor das vilas doadas.

1284 – Edificação da capela de Santo André (actualmente inexistente), às portas da vila.

 

SÉCULO XIV
1304
 – Doação da vila, padroado das igrejas e alcaidaria-mor, de D. Dinis à rainha Santa Isabel.

(séc. XIV) A rainha Santa Isabel mandou construir uma ermida sob a invocação do Divino Espírito Santo, numa das casas dependentes instituí um recolhimento de mulheres convertidas.

1373 – Fevereiro – Cerco de Torres Novas pelas tropas de D. Henrique II, rei de Castela, e destruição das muralhas (episódio de Gil Pais – ver Artur Gonçalves, Torres Novas. Subsídios para a sua história. Torres Novas: CMTN, 1935 (1.ª ed.), pp.104-111).

1376 – Conclusão das obras de restauro das muralhas da vila por ordem de D. Fernando I.

1380  – 30 de Agosto – Reunião das cortes do Reino, na igreja de São Pedro. Estas cortes serviram para jurar o casamento entre D. Beatriz, filha de D. Fernando, rei de Portugal, e D. Henrique, filho de D. João I de Castela.

1387 – Doação em dote de D. João I a D. Filipa de Lencastre do senhorio de várias vilas entre as quais Torres Novas.

1393 – Construção da obra de alvenaria da ponte do Raro, por ordem de D. Filipa de Lencastre.

 

SÉCULO XV
1400
 – 1 de Novembro – A ponte Pedrinha (ou da Levada) é destruída por um terramoto. No ano seguinte, D. Filipa de Lencastre autoriza a sua reconstrução com os impostos resultantes dos testamentos da Vila e seu termo.

(entre 1406 e 1408) – Nascimento de Frei João Álvares, freire da Ordem de S. Bento de Avis, tendo estado com o infante D. Fernando em Tânger, em 1437, escreveu, posteriormente, a Crónica do Infante Santo D. Fernando.

1428 – 4 de Novembro – O infante D. Duarte recebe, por escritura nupcial, a vila de Torres Novas e outras, que haviam pertencido à sua mãe. Anos mais tarde, D. Duarte fará doação da vila a sua mulher, D. Leonor.

1438 
Grande Peste ataca o reino fazendo inúmeras vítimas em Torres Novas;

10 de Novembro – Reunião das cortes do reino, em Torres Novas (junto à igreja de Santiago), para se resolver a questão da regência durante a menoridade de D. Afonso V.

1447 – 6 de Maio – Doação da vila a D. Isabel de Lencastre, por contrato antenupcial com D. Afonso V.

1485 – Construção da real Capela de Nossa Senhora dos Anjos por ordem de D. Leonor de Lencastre. A capela, já extinta, situava-se na rua que, actualmente, possui a mesma denominação.

1490 – D. João II faz doação da vila à princesa Isabel de Castela, mulher do príncipe D. Afonso; mais tarde, fará doação da vila à rainha D. Leonor de Lencastre.

(séc. XV) – Construção do açude real, por ordem de D. Isabel de Lencastre; D. Afonso V fez doação da vila ao príncipe D. João, seu filho.

 

SÉCULO XVI
1510
Um novo surto de peste fez-se sentir em Torres Novas

1 de Maio – D. Manuel I concede o foral novo a Torres Novas, confirmando os privilégios do antigo foral.

1525 – 15 de Setembro – Reunião das cortes do reino, na igreja de São Pedro, para resolver acerca do dote a conceder à infanta D. Isabel para o seu casamento com o imperador Carlos V.

1526  – Nasce Miguel de Arnide, torrejano muito honrado pelos cronistas da época devido à sua prestação no segundo cerco de Diu e como um dos heróis de Mazagão. 

1531 – Data deste ano o mais antigo assento do registo paroquial de Torres Novas, que consta no livro dos baptismos da freguesia de Santiago.

1534 – Fundação da Misericórdia de Torres Novas, a partir da anexação das seguintes confrarias: confraria de Jesus (Lavradores), Confraria do Salvador, Confraria de Nossa Senhora do Vale, Confraria de Nossa Senhora dos Anjos, Confraria de S. Pedro e Confraria de S. Bento e Confraria da Gafaria, em processo que termina em 1578.

1536 – Início da construção do Convento do Divino Espírito Santo, pertencente às freiras da Ordem Terceira de S. Francisco. Este edifício situava-se entre a Rua Direita (hoje Rua Almirante Reis) e o rio Almonda, prolongando-se até ao Arco de Santo André.

1555 – D. Diogo de Sigeu retira-se para Torres Novas com as suas filhas, Ângela e Luisa Sigéa. As irmãs Sigéas notabilizaram-se como humanistas, dedicadas às letras e artes.

1558 (25 de Janeiro) – Início da construção do convento de São Gregório Magno e igreja anexa, igreja de Nossa Senhora do Carmo ou do Monte Carmelo.

1559 – 12 de Março – Foi instituída a Feira de São Gregório: feira franca que se iniciava a 12 de Março, dia de São Gregório. A feira realizava-se no rossio do Carmo, adjacente ao convento de São Gregório.

1562 – 29 de Março – Fundação do convento de Nossa Senhora do Egipto (próximo de Liteiros) de frades arrábidos.

1568 – Nascimento de Manuel de Figueiredo, cientista, cosmógrafo-mor  do reino.

1572 – Data da conclusão das obras de construção da igreja da Misericórdia.

1579 – Nascimento de Frei Gaspar dos Reis, doutor pela faculdade de teologia de Coimbra, qualificador do Santo Ofício, visitador geral e prior do Convento de Lisboa.

1580 – Inauguração do hospital e da igreja da Misericórdia, sob a invocação de Nossa Senhora da Encarnação.

1593 – Inauguração do convento de Santo António, no sítio da Berlé. Para este convento vieram os frades arrábidos que até à data estavam no convento do Egipto, em Liteiros.

(século XVI) – Nascimento de Simão Machado, poeta e dramaturgo; nascimento de António Prestes e Jerónimo Ribeiro Soares, dramaturgos da escola vicentina; nascimento de Antão Mogo de Melo Carrilho, cavaleiro fidalgo da Casa Real,  juiz dos órfãos e secretário do Bispo de Ceuta.
 

 

SÉCULO XVII
1608
 – 15 de Julho – Manuel de Figueiredo toma posse do cargo de cosmógrafo-mor do reino.

1616 – 3 de Maio – Lançamento da primeira pedra para a construção da capela de Nossa Senhora da Luz. Este templo esteve edificado até 1851 na antiga rua Direita (hoje rua Miguel Bombarda).

1620 – Nascimento de António Pimenta, célebre matemático, escreveu também várias obras dedicadas à astronomia.

1638 – É mandada construir a capela-mor da igreja do Salvador.

1662 – Construção da enfermaria de Nossa Senhora da Assunção, dos frades arrábidos do convento de Santo António. No século XIX, esta enfermaria passou a ser a enfermaria militar da Escola Prática de Cavalaria.

(século XVII) – nascimento de António Gomes de Oliveira, poeta que através das letras  cativou a benevolência de D. João IV. Tendo abraçado a carreira militar, foi secretário de Matias de Albuquerque; nascimento de Frei Manuel da Assunção, comendador e provincial da Ordem de Nossa Senhora das Mercês no Estado do Maranhão; nascimento de Frei Lourenço Craveiro, jesuíta missionário no Brasil.

 


SÉCULO XVIII
1716
 – 13 de Janeiro – Deflagrou um incêndio na igreja de São Pedro.

1727 – A peste faz numerosas vítimas no concelho.

1755 – 1 de Novembro – Um violento terramoto causou  danos nas igrejas e conventos de Torres Novas bem como no castelo.  

1759 – 12 de Janeiro – O título de marquês de Torres Novas é extinto por sentença, passando, assim, para a coroa os bens desta casa, entre os quais o senhorio e donataria de Torres Novas.

1777 – Nascimento de Bernardino Pereira do Lago, oficial superior da rama de Engenharia, pertenceu ao corpo de engenheiros escolhido para a comissão de reforma da província do Maranhão (Brasil).

1783
10 de Maio –É instituída em Torres Novas a roda dos expostos; 

13 de Novembro – É concedida, por alvará régio, a licença para instalar a Fábrica das Chitas em Torres Novas. Esta fábrica, fundada por Henry Meuron e David Suabe, insere-se na primeira fase de industrialização de Torres Novas.

1792 – Primeiro protesto público (em sessão camarária) dos moradores de Torres Novas contra a poluição do rio Almonda.

1797 – 9 de Fevereiro – Nasce em Torres Novas o general António César de Vasconcelos Correia, 1.º visconde e 1.º conde de Torres Novas. Defensor das ideias liberais, foi figura de relevo na luta contra os absolutistas.

(século XVIII) – Nascimento de Francisco Xavier de Arês e Vasconcelos que se destaca pela continuidade que deu aos estudos genealógicos de seu pai, Gregório de Arês da Mota Leite.
 

 

SÉCULO  XIX
1808
 – Em Agosto, a vila é invadida pelas tropas francesas da divisão do general Loison.

 

1810 – Em Outubro, o marechal Massena instala em Torres Novas o seu quartel-general, aquando das invasões francesas.

1813 – Nascimento de José António Maia, médico cirurgião da marinha mercante, como tal, viajou frequentemente para a Índia, China e África (oriental e ocidental). A propósito destas suas experiências, escreveu vários estudos sobre higiene, administração e legislação naval. José António Maia foi, também, deputado do ultramar.

1818 – Fundação da Fábrica do Papel do Almonda.

1820 – 18 de Março – A população da vila demonstrou-se desagradada contra a conservação da fábrica de curtumes no local onde era a das chitas, devido a vários inconvenientes decorrentes dos despejos para o rio. 

1823 – 29 de Janeiro – toma posse a primeira Câmara Constitucional, que a 8 de Julho seguinte é destituída.

1824 – 30 de Janeiro – Nascimento de  João de Andrade Corvo, figura de relevo no Governo da Regeneração. Deputado, ministro das Obras Públicas, ministro dos negócios estrangeiros, do ultramar e da marinha. Definiu estratégias para África, em termos de política externa e modelos de ocupação.

1834
25 de Janeiro – O marechal Saldanha entra em Torres Novas onde se encontravam estacionadas as tropas de apoiantes de D. Miguel. Travou-se, então, em Torres Novas, uma violenta luta entre liberais e absolutistas. Desta saem vitoriosos os liberais, graças à acção de Saldanha e do torrejano José de Vasconcelos Correia, comandante da guarda avançada liberal. 
28 de Maio – Extinção do convento dos frades arrábidos de Santo António.

1835 
16 de Maio –  A câmara pediu ao governo a cedência do Convento do Carmo para a Misericórdia ali instalar o hospital. 
16 de Setembro – A Câmara solicitou três casas no edifício do  paço para que o tribunal judicial da comarca aí se pudesse instalar, o que veio a acontecer no ano seguinte. 
Cedência à câmara, a título provisório, do recinto do castelo para que aí se instalasse o cemitério. Em 1839, por carta de lei, esta cedência foi tornada definitiva.

1836 – 13 de Janeiro – Terraplanagem do largo do Quinchoso. 
Plantação de árvores de recreio e amoreiras, para utilidade dos curiosos de criação dos bichos de seda e tornar aquele espaço um “passeio” público. 
Início das funções lectivas do Colégio de Santa Maria, sob a orientação da Congregação de S. José de Cluny. 
15 de Outubro – Em sessão de câmara ficou deliberada a demolição do pelourinho da praça dos Paços do Concelho (actual praça 5 de Outubro), o que se levou a efeito no ano seguinte.

1840 – 26 de Julho – Nascimento de José Maria Dantas Pimenta, agrónomo nomeado da Junta Geral do Distrito de Coimbra, pertenceu também ao quadro subordinado ao Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria. Foi vereador da câmara da vila de Torres Novas. Dedicado à cultura e às artes foi um dos espíritos impulsionadores da fundação de uma biblioteca e de um museu para Torres Novas, tendo deixado várias doações para ambas as instituições desde retratos a óleo e alguns livros. Anotou e coligiu inúmeros variados documentos genealógicos da sua numerosa e antiga família.
28 de Dezembro – Criação da comarca de Torres Novas.

1841
Criação da Sociedade União Dramática. Antes desta data já havia uma certa organização como grupo de teatro amador, mas não como associação. O grupo já dava pequenos espectáculos no Teatrinho (na antiga casa da Câmara). Neste ano, a Sociedade pede à Câmara a cedência de uma parte do Paço dos Duques de Aveiro. A Câmara cede, então, casarões e varanda contígua e autoriza o “aformoseamento” do edifício. 
29 de Novembro – Nascimento de J.J. Souto Rodrigues, lente da Faculdade de Matemática de Coimbra e astrónomo da mesma universidade. Escreveu várias obras de cariz didáctico no âmbito destas ciências.

1842 – Nascimento de Cândido Celestino Xavier Cordeiro, notável engenheiro de caminhos-de-ferro.

1844
Fevereiro – Revolta de Torres Novas: revolta contra o governo de Costa Cabral. António César de Vasconcelos Correia assumiu o comando das forças revoltadas, tendo sido posteriormente substituído pelo conde do Bonfim; 
10 de Agosto – Nascimento do General Sebastião de Sousa Dantas Baracho, deputado, ajudante honorário de D. Carlos e D. Manuel II e vogal do Conselho de Justiça Militar. Esteve envolvido em grandes questões de Estado; 
23 de Novembro – Nascimento de António Xavier de Sousa Cordeiro, magistrado judicial, autor de vários trabalhos jurídicos e poeta.

1845
14 de Maio – Extinção da roda dos expostos

Fundação da Fábrica Grande, Fábrica da Companhia Nacional de Fiação e Tecidos de Torres Novas.

1846
19 de Maio – Pronunciamento contra o governo de Costa Cabral; 
26 de Maio – A Câmara Municipal, em sessão extraordinária, delibera aderir ao Pronunciamento Nacional; 
29 de Maio – Os revoltosos de Torres Novas recebem amnistia geral, por decreto.

1848 – 15 de Agosto – Inauguração do Teatro União, na parte do edifício do Paço que a Câmara havia cedido, adjacente à zona do edifício que albergava o Tribunal da Comarca. Este teatro foi uma adaptação ao projecto, na qual se optou por construir uma casa mais pequena dentro das paredes já existentes, por meio de uma divisória de tabique. (largo do Paço)

1850 
2 de Janeiro – António César de Vasconcelos Correia toma posse da presidência da Câmara Municipal de Torres Novas; 
20 de Abril – Nascimento da actriz Virgínia Dias da Silva.

1851
Demolição da capela de Nossa Senhora da Luz. 

Demolição da capela de Nossa Senhora da Nazaré.

1853 – 27 de Fevereiro – Publica-se na vila o primeiro número do semanário manuscrito O Janota Almondina.

1855
13 de Fevereiro – Nascimento de Jaime Justino Olímpio Vítor, jornalista e escritor, trabalhou, também, como tradutor crítico de teatro.
Epidemia de cólera-morbo
Fundação da Fábrica de Fundição e Serralharia Mecânica de José da Costa Nery.

1857 – Epidemia de febre-amarela assola o concelho.

1860 – 21 de Janeiro – É autorizada a demolição do Arco de Santa Maria por ameaçar ruína.

1862 – 23 de Janeiro – Início das obras da estação de telegráfica nos paços do concelho, na praça, onde começou a funcionar no mês seguinte.
8 de Fevereiro – Fundação do Clube Torrejano
30 de Maio – Fundação do Montepio de Nossa Senhora da Nazaré de Torres Novas
7 de Outubro – Nascimento de Rafael de Bivar Pinto Lopes, notável africanista
7 de Novembro – Inauguração do trajecto da linha de leste até Abrantes. O primeiro comboio passava no concelho de Torres Novas, servido pelas estações de Minhoto e das Vaginhas.

1863
21 de Fevereiro – Nascimento do pintor Carlos Reis. 
1 de Agosto – Nascimento de João Martins de Azevedo, advogado que presidiu a Câmara Municipal de Torres Novas em 1893. Presidiu também a Comissão Administrativa e a Comissão Executiva, nos inícios do século XX. Político influente e aberto a obras de interesse social, pelo que gozou do respeito e consideração da população do concelho.

1864 – 8 de Abril – Nascimento de Gustavo de Bivar Pinto Lopes. Figura bastante dedicada à sua terra natal, sobretudo no que respeitou à promoção do desenvolvimento cultural em que se destacou como fundador da biblioteca e do museu Municipais. Ocupou, ainda, diversos cargos e funções durante a sua permanência em África, onde recolheu alguns elementos de cariz antropológico.

1865 – Construção de uma praça provisória de madeira para que se fizessem touradas de amadores. Parte da praça acabou por desmoronar-se, provocando um episódio peculiar com a fuga do gado que instalou o pânico.

1866
17 de Agosto – A câmara delibera, em virtude do abandono do edifício do teatro pela Sociedade (por volta de 1958), pôr à disposição do Montepio de Nossa Senhora da Nazaré esta parte do edifício segundo as seguintes clausulas: reedificar do teatro em 2 anos, conservar o mesmo e prontificar a sala contígua para o uso do tribunal.
19 de Novembro – Nascimento em Torres Novas de Pedro Gorjão Maria Salazar, importante proprietário do concelho, exerceu vários cargos do concelho e comarca como presidente da câmara municipal, juiz de direito substituto, provedor da Misericórdia, entre outros.

1868
12 de Janeiro – Publicação do primeiro número do semanário Eco Torrejano; 

7 de Março – Nascimento de José da Costa Nery, figura de relevo do corpo médico português. Criador e director do serviço de sifilologia do Hospital Escolar da Faculdade de Medicina, exerceu também a direcção do serviço de tuberculose do Hospital Curry Cabral
22 de Junho – O montepio delibera iniciar as obras de transformação do Teatro da União. Estas, no entanto, só se iniciaram em 1876; 
2 de Dezembro – Nascimento de Artur Gonçalves, em Soure. Embora não sendo torrejano, Artur Gonçalves dedicou quase um quarto de século a estudar a história de Torres Novas, deixando vasta obra publicada no âmbito da história e genealogia. Teve um importante papel para o despertar do reconhecimento do património arquitectónico, artístico e arqueológico de Torres Novas. 
10 de Dezembro – Na vila é instalado um depósito de cavalaria, mais tarde este é extinto e transforma-se no regimento de cavalaria n.º 7. Um incêndio deflagrou na repartição da fazenda, nos paços do concelho, acabando por devorar uma parte do edifício.

1870 – 24 de Março – Ficou deliberado, em sessão de câmara, contrair um empréstimo para a construção de um chafariz no largo do Paço e para a montagem da iluminação pública na vila.

1872
16 de Abril – A queda de granizo, em Torres Novas e arredores, destruí plantações, causando terríveis prejuízos; 
1 de Junho – «Revolta da Panela» – movimento de revolta popular, ocorrido por ocasião do mercado semanal (segunda-feira), contra a aferição de pesos e medidas. A revolta assumiu proporções assustadoras, prevendo-se a entrada em campo das forças armadas para controlar o motim. Só a presença de Rafael Pinto Lopes conseguiu o apaziguamento e o recolher das forças armadas. Este tumulto popular ficou conhecido como «revolta» ou «ataque da panela», devido ao facto de nele terem participado muitas mulheres que arremessavam toda a espécie de utensílios de cozinha para atacar a tropa.

1873 – 18 de Junho – Nascimento de Manuel Vieira, sacerdote ilustre, camareiro de Sua Santidade com o título de monsenhor e cónego da sé patriarcal de Lisboa. Monsenhor Manuel Vieira foi director nacional da Arquiconfraria da Guarda de Honra do sagrado Coração de Jesus, tendo exercido outros cargos directivos em instituições religiosas. 
20 de  Setembro – Nascimento de Francisco Rodrigues, jesuíta estudioso das Letras Humanas, Filosofia e Ciências. Francisco Rodrigues é o autor de obras de referência para a Companhia de Jesus como a História da Companhia de Jesus na Assistência em Portugal, Jesuítas portugueses, A formação intelectual do jesuíta, entre outras.
12 de Novembro – O Cardeal Patriarca de Lisboa visita Torres Novas. 
Encontraram-se várias estelas de sepultura medievais quando se preparava o terreno para o cemitério da freguesia de Olaia.

1874 – 17 de Janeiro – Nascimento de Cândido de Azevedo Mendes, cientista/investigador de lepidópteros reconhecido a nível nacional e internacional. Foi o impulsionador desta área em Portugal, tendo legado uma excelente colecção entomológica, que se encontra em vários museus portugueses.

1876 – 13 de Dezembro – Nascimento de Manuel Mendes dos Santos, governador do bispado da Guarda, bispo de Portalegre e  arcebispo de Évora.
Demolição do arco da praça com parte da muralha. Na mesma altura foi tapado o poço que existia na parte do norte.

1877 – 24 de Abril – Conclusão das obras de remodelação do antigo teatro que passa a chamar-se Teatro Torrejano. Embora, não estivesse totalmente acabado a esta data, o teatro acabou por ficar com 15 camarotes, plateia superior e plateia inferior. (largo do Paço)

1881 – 31 de Março –  Expropriação amigável da casa que havia sido de António César de Vasconcelos Correia para a instalação dos paços do concelho.

1882 
7 de Setembro – Início da construção dos depósitos de água para abastecimento da vila; 
Dezembro – Publicação do primeiro número do semanário A Monarquia; 
Demolição da capela de Santo André; 
31 de Dezembro – Inauguração do novo hospital da Misericórdia no edifício do extinto convento do Carmo.

1883
15 de Março – A Câmara autoriza a exploração da pedreira de lioz e mármore, na Serra de Aire, àquele que a descobriu, Carlos de Carvalho.
23 de Dezembro – A câmara autoriza a demolição do arco do Vento e respectiva muralha.

1884 – 24 de Janeiro – A câmara requereu a criação de uma escola industrial na vila; Início da construção do mercado fechado; Aprovação do projecto para o novo matadouro.
9 de Outubro – Publica-se o primeiro número do semanário Jornal Torrejano.
29 de Dezembro – Nascimento do P.Maya dos Santos. Fundador do Órfeão Torrejano, foi também jornalista colaborador do jornal O Almonda e seu director durante alguns anos. As suas crónicas testemunham o seu espírito crítico envolta em linguagem simples mas elegante, castiça e espirituosa.
Demolição do Arco do Salvador (parte da muralha).

1885
17 de Maio – Inauguração da praça de touros de Torres Novas, no bairro de Santo António.
Maio – Inauguração da Escola Desenho Industrial Vitorino Damásio.

1886  –  Início do abastecimento de água ao domicílio. Instalação do Colégio de Jesus Maria José no edifício que pertenceu à casa Mogo de Melo, na rua do Salvador.

1888
22 de Março – A Câmara autoriza a demolição dos paços do concelho e, em virtude disso, a transferência do relógio para a torre da igreja de Santa Maria. 
2 de Julho – Nascimento de Carlos de Azevedo Mendes, advogado, foi provedor da Santa Casa da Misericórdia de Torres Novas e presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal, assumindo, mais tarde, a presidência da câmara. O seu empenho foi bastante próspero quer na administração concelhia quer no jornalismo, como director do jornal O Almonda.
Nascimento de Augusto Moita de Deus, advogado, fez parte da Comissão Administrativa da Câmara  Municipal de Torres Novas. Escreveu para vários jornais de Lisboa e da terra e organizou os eventos «Uma Hora Útil» (saraus literários).

1889 – 19 de Abril – Nascimento de José Lopes dos Santos, comerciante de profissão, dedicou-se como autodidacta à escrita em prosa e poesia. Foi figura de relevo no início da república pela sua intervenção sindical e política. Homem amante do teatro e da música, revelou-se muito activo no campo da vida associativa local.

1890
9 de Fevereiro – Publicação do primeiro número do jornal Serpa Pinto.
6 de Março – Criação da feira do gado, no primeiro domingo de cada mês.

1891 – 27 de Maio – Nascimento der Augusto de Azevedo Mendes, médico e pedagogo. Esteve na fundação do Colégio João de Deus e foi elemento preponderante para a fundação do Colégio Andrade Corvo. Leccionou moral e educação cívica sempre convicto da defesa dos valores cívicos e de uma educação integral. Jornalista combativo e atento às questões sociais.

1893 
2 de Fevereiro – Abertura ao público do serviço de caminho-de-ferro da estação de Torres Novas a Alcanena; 
3 de Fevereiro –  Nascimento de Rafael da Silva Neves Duque. Foi quatro vezes chefe de gabinete do ministro do Trabalho e em 1934, foi-lhe confiada a pasta da Agricultura e, em 1940, a da Economia, que passava a concentrar a Agricultura, Indústria e Comércio. 
20 de Julho – Publicação do primeiro número do semanário A Renascença
29 de Setembro – A Câmara adjudicou o levantamento topográfico de Torres Novas
6 de Outubro – Nascimento de Maria de Maria Lamas, jornalista da revista Civilização e do jornal Século, Maria Lamas dedicou-se, sobretudo, à causa dos direitos das mulheres portuguesas, tendo sido presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas. Percorreu o país e conheceu a condição das mulheres portuguesas, os seus hábitos, trajes e crenças. Publicou vários trabalhos neste âmbito e também romance sob pseudónimo.

Alargamento da ponte da Levada.

1895 – Verão – A actriz Virgínia veio apresentar-se em espectáculo no teatro da sua terra. A partir de então, o teatro passou a denominar-se Teatro Virgínia.

1899 – 10 de Setembro – Primeiro número do jornal Imparcial.

 

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publicado por pimentaeouro às 17:42
Segunda-feira, 06 DE Maio DE 2013

Acasos da vida

 

 


Porque escrevo e gosto de escrever? As palavras, as frases, os parágrafos fluem com facilidade, corrijo pouco. Durante muito tempo não soube a explicação para esta competência. Sem formação académica, sem antecedentes na família, não me ocorria qualquer explicação.

Em criança fui submetido a uma cirurgia complicada, num hospital de província. Aquela época a técnica de anestesia era de «garrafão» e como consequência uma parte, talvez 50% ou mais, da minha memória autobiográfica perdeu-se para sempre: é como se uma parte da minha vida nunca tivesse existido, não recordo não vivi.

Em adulto comecei a perceber que a memória tinha falhas, que tinham acontecido coisas que mal recordava. Um médico explicou-me o que se passava: a natureza resolveu compensar-me, a perda da memória autobiográfica desenvolveu a memória semântica, ligada à linguagem e outras funções abstractas.

Nenhum mistério nem nenhum talento herdado, fui a natureza que fez o seu trabalho. Uma compensação para muitas coisas que correram mal.

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publicado por pimentaeouro às 08:23
Sábado, 20 DE Abril DE 2013

Conversa

 

 



Converso todos os dias contigo, mas tu não me houves, não podes ouvir.

Existes apenas no meu espírito. És o ópio que alivia o meu drama.

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publicado por pimentaeouro às 21:22
Sexta-feira, 04 DE Janeiro DE 2013

Memória ou as memórias


Habitualmente usamos a palavra memória mas na verdade existem vários tipos de memória e situadas em zonas diferentes do cérebro.

Já referi várias vezes que sou um «doente» da memória, provavelmente por causa de uma operação que fiz quando era criança seguida uma amnésia aos 8 ou 9 anos.

A partir daqui, a Vida disse-me: vai, vai para onde quiseres mas só terás metade da memória.

 As minhas memórias autobiografia e de longa duração tem grandes lacunas, pedaços de vida que a natureza me roubou e contra isto nada ou muito pouco posso fazer, só a ajuda de outros me poderá levar a recuperar o que a natureza me roubou: não é fácil para mim lidar com esta limitação.

Provavelmente não terá nenhuma influência, mas a hipótese de ter, ou vir a ter, a doença de Alzheimer é coisa que admito.

Há certas profissões que desenvolvem extraordinariamente a memória: músicos, actores, xadrezistas, etc. E também há indivíduos dotados de memória extraordinária, tudo coisas que a ciência ainda não explica.

A mesma natureza resolveu dar-me uma compensação, a minha memória semântica (aquela que nos dá uma visão geral da vida e do mundo) não é má de todo.

Pensando melhor, perceber como vai o mundo, nos dias de hoje, não será mais um castigo? Tudo isto deve ser a cobrança dos meus erros e pecados pois agora só me apetece estar sossegado e ver «a banda passar».  Chegou a vez da nova geração entrar em cena.

 

 

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publicado por pimentaeouro às 20:00

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