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Terça-feira, 29 DE Agosto DE 2017

Sofrimento #4

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A minha infeliz mulher sofre em silêncio. Há nove anos que tem uma doença rara e há 4 anos que sofre de dor crónica que lhe reduz a mobilidade.

Vivo angustiado e commedo do que lhe irá acontecer.

 

publicado por pimentaeouro às 22:03
Quarta-feira, 01 DE Março DE 2017

Sofrimento #2

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Não tenho palavras para descrever o sofrimento da minha infeliz mulher. Sofre de neuratapia periférica (membros inferiores) há cerca de 10 anos e com o agravamento progressivo da doença, que não tem cura, sofre de dor cronica há cinco anos.

A nossa vida está reduzida quase a metade. Com frequência a minha mulher tem que se deitar durante o dia, exausta de dor. Adormece e enquanto dorme não sofre e não vive: dor e sofrimento, dor e sofrimento, dor e sofrimento é a sua infeliz vida.

Os filhos não querem saber da mãe, outro sofrimento, e eu não consigo entender este comportamento. 

É uma tragédia que se abateu sobre a vida da minha mulher e nada há que eu possa fazer para além de procurar facilitar-lhe a vida. É o maior drama de toda a minha vida e já passei por vários.

publicado por pimentaeouro às 19:39
Sábado, 28 DE Janeiro DE 2017

Sofrimento

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Há dez anos que a minha mulher sofre de neuropatia periférica, uma doença rara, sem cura e sem medicação especifica. Afecta-lhe os pequenos nervos das pernas e caminha «sobre brasas»: há cinco anos que a dor tornou-se crónica, dói todos os dias, apenas nuns dias dói menos, noutros dias dói mais, assim até à morte se a doença não se agravar, coisa que os médicos não sabem.

Tem o sofrimento estampado no rosto e está muito magra e debilitada. Não acredito em Deus para pensar que é um castigo para ela e para mim e também não é conhecida a causa da doença, é uma tragédia que se abateu sobre nós. 

Apesar do sofrimento consegue ter boa disposição, eu não, sei que está a sofrer. Num comportamento inqualificável os dois filhos não querem saber da mãe, não sei como se pode ser tão desumano.

Nunca imaginei que a minha velhice pudesse ser tão triste.

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publicado por pimentaeouro às 18:50
Domingo, 11 DE Outubro DE 2015

Calvário

Todos os dias se repetem as desconfianças misturadas com ofensas com um discurso aparentemente coerente, racional entrecortado com a demência.

Sei que é a doença que comanda o raciocínio, que a linha que separa a lucidez da demência é muito ténue e sinuosa; sei que sofre e se sente infeliz; sei que o tempo irá agravar estes episódios e preocupa-me, principalmente, que não tenha comportamentos de risco.

Só os profissionais estão preparados para lidar com estes doentes, não estão ligados a eles por laços familiares e afectivos, todos os outros não sabem lidar com a doença sem desligar-se  de uma vida vivida em comum que vai desaparecendo todos os dias.

Foi este drama que a vida me reservou para a velhice.

publicado por pimentaeouro às 19:10
Terça-feira, 14 DE Julho DE 2015

Tristeza #3

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A minha infeliz mulher está destruída pela doença. Os olhos brilhantes agora estão tristes, o sorriso aberto e fácil desapareceu, a alegria de viver morreu. Agora rugas fincadas marcam o seu rosto: as faces estão maceradas pelo sofrimento.

A dor crónica neuropática destrói-a, adormece exausta pela dor, tamanho sofrimento tem paralelo nos doentes terminais: não é humano, é horrível, é o inferno. A tudo isto, acrescenta-se a marcha inexorável da síndrome de Alzaymer. Provavelmente, a perda progressiva da consciência diminuirá a dor.

Na velhice sou a testemunha impotente desta tragédia, testemunha solitária sem ninguém com que partilhar a minha dor: nunca imaginei o fim que a vida me reservava. Que vontade de viver me restará neste terramoto

 

publicado por pimentaeouro às 23:27
Domingo, 05 DE Abril DE 2015

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Fadiga e dor. Muito cansaço e muitas dores, maldita coluna e maldito esqueleto, não matam mas torturam-me todos os dias e a cada dia que passa as dores doem mais, tenho menos animo para as suportar.

É o que tenho de mais certo na vida até morrer, este sofrimento invisível. Esperança? Apenas que a fadiga diminua e que as dores sejam um pouco mais sofríveis nos poucos anos que me restam. Talvez, talvez aconteça.

É o que resta de uma vida? Pouco mais será. Vivo só. Sempre, mesmo que estejam muitas ou poucas pessoas à minha volta. Somos um deserto de grãos de areia que não se ligam.

publicado por pimentaeouro às 17:05
Quarta-feira, 15 DE Outubro DE 2014

Dignidade

 

Todos temos direito a uma vida digna e a uma morte digna também. Infelizmente, não é isso que acontece à nossa volta.

Miséria, sofrimento, vidas sem sentido, vazias, redeiam-nos e continuamos a fingir que não existem. Agonias prolongadas, sofridas, paroxismos de dor ou perda da consciência, dependência completa, fechamos os olhos e os ouvidos, afastamo-nos silenciosamente, cobardemente.

Queremos mar calmo, sereno, sem tempestadas, mas elas caiem-nos e cima quando menos esperamos.

publicado por pimentaeouro às 13:34
Sexta-feira, 13 DE Junho DE 2014

Ilusões

 

 

Vivo de ilusões. A ilusão de encontros que não se realizarão, de conversas que não terei, de afectos que não receberei.

A ilusão para soportar o drama em que vivo.

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publicado por pimentaeouro às 22:17
Segunda-feira, 26 DE Maio DE 2014

Lágrimas amargas

  

 

A minha mulher quase não existe, a dor crónica desgasta-a, envelhece-a e limita as suas capacidades. A sua alegria e vontade de viver, o sorriso fácil, quase desapareceram, resta um rosto envelhecido, marcerado pelas rugas do sofrimento, amargura no olhar. 

A vida doméstica está virada de pernas para o ar, e não existe convívio social; as pessoas não gostam de lidar com tristezas.

Quando chora porque as dores são mais intensas, fico arrasado, humilhado. Não existe nada que eu possa fazer para minorar o seu sofrimento.

Ninguém está preparado para lidar com as doenças prolongadas  (são várias), e dolorosas: eu não sei lidar com este drama e sinto que tenho o inferno dentro de casa. Angustia-me pensar até quando serei capaz de carregar este fardo. E depois o que aontece?

publicado por pimentaeouro às 22:06
Sexta-feira, 24 DE Janeiro DE 2014

Linha divisória

 

 

Onde está a linha divisória que separa o certo do errado? A doença é uma doença maldita, dor crónica permanente. Há doentes que suportam estoicamente a dor e, no outro extremo, doentes que e queixam permanentemente, que transmitem a angustia  que sentem.

Não tenho preparação nem capacidade para lidar com tamanho fardo, é demais para mim.

A tristeza invade-me, apodera-se de mim.

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publicado por pimentaeouro às 21:29

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