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Fadiga e dor. Muito cansaço e muitas dores, maldita coluna e maldito esqueleto, não matam mas torturam-me todos os dias e a cada dia que passa as dores doem mais, tenho menos animo para as suportar.

É o que tenho de mais certo na vida até morrer, este sofrimento invisível. Esperança? Apenas que a fadiga diminua e que as dores sejam um pouco mais sofríveis nos poucos anos que me restam. Talvez, talvez aconteça.

É o que resta de uma vida? Pouco mais será. Vivo só. Sempre, mesmo que estejam muitas ou poucas pessoas à minha volta. Somos um deserto de grãos de areia que não se ligam.

publicado por pimentaeouro às 17:05